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The Epic Battle: Roubaram minha paciência

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Brasileiro é espécie prática, sabe fazer as coisas com uma rapidez sem tamanho. Pode conferir isso em qualquer esquina por ai, pergunte: O que nós fazemos pra resolver isso tudo? Simples, pequeno gafanhoto, saca as panelas, pede para as madames baterem bem forte e enxota a presidente para Cuba. É simples ou não é? Rápido, prático e sem todo esse estresse. E quem assume a coisa toda sou eu que falo, que bato panela, que digo o que bem desejo com quem me interessar. Petista, de Direta, de Esquerda, Comunista, Ista, Alquimista, tudo se resume a rótulos. Temos esse vício também, de definir as pessoas, dizer seus limites e o que devem fazer em nossa exemplar sociedade. Mas me responde, amigo que rotula, que destitui, que interpreta a constituição como se fosse a bíblia que você usa todos os dias em teus cultos para disseminar ódio, me diz, isso não cansa?

Me responde quando puder. Quando não estiver tão ocupado em olhar para o lado, não para si, de se importar com o que ocorre dentro das mansões ou nas favelas, quando tu conseguires parar de interferir onde não és chamado, só ai me responde e olhe lá, porque mesmo perguntando não garanto que esteja pronto para ouvir mais absurdos.

Suíça. Lugar bonito. Lugar bom para se visitar. Lugar excelente para se esconder dinheiro, não é verdade, camarada Cunha? Acho que não. Brasil, cheio de seu sincretismo, mas na mente de alguns amigos é o território excelente para uma reforma religiosa, cultural e social, mas o interessante, a reforma quem dita são eles e só. Que bela bancada, que belo monstro críamos. Não cito os defensores da ressurreição ditatorial ou os descendentes de Pedro, não cito porque roubaram minha paciência. Meu sono.

Vou contar o que ocorreu para que minha enorme calma partisse para outra. Não é de hoje, nada disso, é coisa antiga, coisa de mais de séculos. De lá de Boa Vista, até quem sabe Porto Alegre e para bem além, alguns morreram, alguns sumiram (Sim, puf), outros até hoje não conseguem assimilar o que é verdade, o que é medo, o que é terror, tudo isso por conta de uma tal liberdade, por conta de um terço de voz. Bem antes outros nem se importavam de sofrer dia após noite, tudo por conta dessa menina, bem mais bonita que Suíças e Franças, isso está enraizado desde quando pisaram “intrusos” em nosso litoral, mas pisaram e assim se fez Brasil. Brasil consciente de seu lugar e de onde consegue se erguer, país com um potencial fora do comum. Agora me diga, tudo isso para o que temos hoje? Para que homens que gritam por morte e intolerância fiquem desfilando, bancando vícios, furtando a sua, a nossa, a paciência de qualquer ser humano que bem pense? Faça-me o favor, paneleiro, monarquista, amigo de Médici, eu não sou pago para isso, e nem se fosse. Não aprendi a escrever para ficar calado frente a tais absurdos. Não jogue pedra no passado, nem manche o presente que trilho junto a tantos outros racionais. Não me venha com devaneios políticos que de nada ajudam a democracia. Juro que não queria citar “democracia” neste texto, pois é palavra que machuca o ego de certas pessoas, é palavra que não pode ser usada pois parece clichê, chiclete há eras mastigado. Democracia é tão mal usada que entrou no desuso.

Sem essa de solução prática, não existe, ficou claro entre os tempos, não criou-se um método para atingir milhões de uma hora para outra. Pensemos em projetos, algo que perdure e que mude não só as estruturas superficialmente, mas que afete as mentalidades. Parece que o gps foi desativado, ou gasolina acabou, vai saber, mas não saímos do lugar pois não temos nem motivação nem caminho para ir. Não se pode é querer regressar, quem isso desejar, volte sozinho, enfrente o passado, leve seus esforços e seus belos discursos para o escuro do passado e por lá fique, só assim recupero paciência, um pouco de alegria e quem sabe, por não ter que me estressar mais, deixo de escrever.

Emanuel Antunes

Sobre Emanuel Antunes

Estuda História na Universidade Federal de Pernambuco enquanto sonha com um livro seu impresso. Filho do Raio e do Vento, viciado em qualquer traço de música e literatura nacional, assim como em todas as séries que puder acompanhar (ou não).