fechar
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Agora, eu deveria somente fechar os olhos toda vez que alguma memória nostálgica passasse pelos meus pensamentos. Aos poucos, fui percebendo que por todos os lados eu poderia ver uma memória de qualquer um, e que desta vez, eu que escolheria qual lembrança seria.
Do mesmo modo que tudo que ele me deu ficou guardado em mim, me fez crescer, dentre todos os momentos bons que eu recordo, e isso me faz sorrir de vez em quando porque não é sempre que eu me deparo com sentimentos assim. Mas eu gosto de pensar que eu tive um sonho, e esse sonho que já era sonho antes de ser real, virou sonho novamente.
Eu já não me sinto mal quando a saudade decide aparecer, e a esperança de tudo voltar a ser um dia o que era é só uma forma carinhosa que eu tenho de lembrar do passado, daquele rio que eu mergulhei quando era mais nova, e que não existe mais.
E quando eu acordo nos dias frios e eu lembro do seu calor, eu tenho mais certeza de que tudo que aconteceu foi maravilhoso e me fez ver coisas que outro alguém não seria capaz de me mostrar. Eu sou muito agradecida pelos dias que passamos juntos, pelo seu verão, pelo meu outono e a nossa primavera… Mas agora é inverno, e eu esfrio mais a cada dia, o que me conforta ao longo dos meses que se passam, é que eu sei que todo momento em que meu coração abraça ele eu perco o medo de ser quem eu sou, medo este, que o tempo levou, junto com ele.

Alice Akoizu

Sobre Alice Akoizu

Alice Akoizu, um simples pseudônimo que nasceu de uma brincadeira entre amigos, uma pessoa que não cabia das próprias ideias, uma escritora.