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Críticas de Cinema

Crítica de Cinema: Sete Minutos Depois da Meia-Noite (2017)

SIEBEN MINUTEN NACH MITTERNACHT

Olhando apenas para o pôster de divulgação ou levando o nome em consideração, podemos esperar duas coisas: um filme de terror ou um simples filme adolescente com monstros envolvidos. E a gente acaba imaginando errado. ‘Sete Minutos Depois da Meia-Noite’ é um drama sobre um garoto em fase de transição de menino para jovem e que se vê numa encruzilhada triste da vida: pai ausente, mãe cada vez mais próxima da morte graças a um câncer, uma avó nada acolhedora bullying na escola.

A história começa quando este garoto, chamado Conor começa a ter pesadelos com uma árvore gigante a qual ele consegue ver do seu quarto, pontualmente á 00:07. A árvore se transforma em um enorme monstro, que promete três histórias em troca de uma quarta. Inicialmente, as histórias sem ligação uma como a outra parecem apenas história, apesar de não terem finais felizes e serem bem reais. Porém, sem perceber, isso tudo que “pode ser somente imaginação” não passa de um método do isolado garoto encontra para se preparar para as batalhas que a vida lhe proporcionou: a morte da mãe, a troca de casa e a volta repentina de seu pai. É conversando com o monstro que ele começa a construir uma base que irá ser super importante nesta época de sua vida.

A quarta história, que a árvore havia pedido ao garoto, nada mais é do que a história de sua vida. Uma amostra do quanto crianças podem amadurecer de jeitos diferentes e do quanto é importante saber encarar as coisas como elas são. Não existe lado bom ou ruim, apenas o fato, a realidade concreta.

As animações enquanto as histórias são contadas são de tirar o fôlego e é indicado ir preparado para chorar muito neste filme de Juan Antonio Bayona. O longa é uma adaptação do livro A Monster Calls, de Patrick Ness.

 

 

O filme estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta, 5 de janeiro.

Tags : cinemasete minutos depois da meia noite
Matheus Malex

Sobre Matheus Malex

22 anos, estudante de jornalismo e considerado uma pequena bagunça. Sabe quando tu tenta abraçar o mundo com os braços e quer fazer tudo de uma vez: então, eu. Não espere um padrão.